
Por muitos anos, o câncer de próstata localizado tinha dois caminhos principais: tratar a glândula inteira com cirurgia ou radioterapia, ou acompanhar de perto com vigilância ativa.
A terapia focal é um caminho intermediário. Em vez de tratar a próstata inteira, tratamos apenas a região onde está o tumor, com uma margem de segurança. Os nervos da ereção, o esfíncter urinário e o restante da glândula ficam preservados.
Isso só se tornou possível com a ressonância magnética multiparamétrica e a biópsia por fusão de imagens, que permitem localizar o tumor com precisão antes do procedimento.
Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina regulamentou o HIFU e a crioablação no Brasil, definindo quem pode se beneficiar e como deve ser o acompanhamento.

Realizei treinamento imersivo em terapia focal da próstata em Besançon, na França, país berço do HIFU para câncer de próstata e um dos que têm maior experiência acumulada nessas técnicas.
Durante o treinamento, participei da seleção de pacientes, do planejamento por fusão de imagens e da execução de procedimentos com HIFU e crioablação.
Isso me permite oferecer ao paciente com câncer de próstata todo o leque de tratamentos: vigilância ativa, terapia focal e cirurgia robótica. E recomendar o mais adequado ao seu caso, sem depender de uma única técnica.
Em pacientes bem selecionados, a terapia focal controla a doença e pode ser curativa. Como a próstata não é removida, o acompanhamento com PSA, ressonância e biópsia é indispensável.
Depende do seu caso. A cirurgia robótica trata a próstata inteira e tem resultados de longo prazo mais consolidados. A terapia focal preserva mais a função sexual e urinária, mas só é indicada para tumores localizados e de risco adequado. Como realizo os dois tratamentos, posso orientar com isenção.
O risco existe, mas é bem menor do que nos tratamentos da glândula inteira, porque os nervos e o esfíncter são preservados. Efeitos temporários, como ardência ao urinar e uso de sonda por alguns dias, são comuns.
A cobertura ainda não é garantida e varia conforme o plano e o contrato. Na consulta, oriento sobre a documentação necessária para a solicitação.
Sim. A terapia focal pode ser repetida e não impede uma cirurgia robótica ou radioterapia futuras.
PSA recentes, ressonância multiparamétrica da próstata com as imagens, e o laudo da biópsia.