Terapia Focal para Câncer de Próstata

Tratar apenas a área do tumor, preservando o restante da próstata, a ereção e o controle urinário. Uma opção para pacientes cuidadosamente selecionados.

Uma alternativa entre a cirurgia e a observação.

Por muitos anos, o câncer de próstata localizado tinha dois caminhos principais: tratar a glândula inteira com cirurgia ou radioterapia, ou acompanhar de perto com vigilância ativa.

A terapia focal é um caminho intermediário. Em vez de tratar a próstata inteira, tratamos apenas a região onde está o tumor, com uma margem de segurança. Os nervos da ereção, o esfíncter urinário e o restante da glândula ficam preservados.

Isso só se tornou possível com a ressonância magnética multiparamétrica e a biópsia por fusão de imagens, que permitem localizar o tumor com precisão antes do procedimento.

Em maio de 2026, o Conselho Federal de Medicina regulamentou o HIFU e a crioablação no Brasil, definindo quem pode se beneficiar e como deve ser o acompanhamento.

HIFU e Crioablação: como funcionam.

As duas técnicas destroem o tumor sem cortes, usando energia guiada por imagem. A escolha entre elas depende principalmente da localização e do tamanho da lesão.

HIFU

Ultrassom focalizado de alta intensidade
Ondas de ultrassom concentradas elevam a temperatura do tumor até destruí-lo. O acesso é feito por sonda pelo reto, sem cortes nem agulhas. Mais indicado para lesões posteriores e de volume menor a moderado.

Crioablação

Congelamento do tecido tumoral por agulhas finas
Agulhas finas congelam o tecido tumoral a temperaturas extremamente baixas, destruindo as células. O acesso é pelo períneo, sem cortes. Mais indicado para lesões anteriores, apicais ou de maior volume.
Nos dois casos, o procedimento é realizado sob anestesia, com alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte e uso de sonda vesical por alguns dias.

A seleção do paciente é o fator mais importante.

A terapia focal não é indicada para todos os casos de câncer de próstata. Seguindo a Resolução CFM nº 2.457/2026, os critérios de indicação são bem definidos.

01.

Risco intermediário favorável

Tumores em foco único, de um só lado da próstata, com ressonância e biópsia concordantes.

02.

Tratamento de resgate

Quando o câncer retorna após radioterapia ou braquiterapia, em pacientes selecionados.

03.

Baixo risco selecionado

Casos em que a vigilância ativa não é viável e o tumor tem características que permitem a abordagem focal.
Nos casos de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto risco, a cirurgia robótica ou a radioterapia continuam sendo as opções mais adequadas. Na consulta, analiso cada caso com os exames em mãos e apresento todas as alternativas disponíveis.

Treinamento em terapia focal na França.

Realizei treinamento imersivo em terapia focal da próstata em Besançon, na França, país berço do HIFU para câncer de próstata e um dos que têm maior experiência acumulada nessas técnicas.

Durante o treinamento, participei da seleção de pacientes, do planejamento por fusão de imagens e da execução de procedimentos com HIFU e crioablação.

Isso me permite oferecer ao paciente com câncer de próstata todo o leque de tratamentos: vigilância ativa, terapia focal e cirurgia robótica. E recomendar o mais adequado ao seu caso, sem depender de uma única técnica.

O que a terapia focal pode oferecer e o que você precisa saber.

Principais vantagens

Limitações que você precisa conhecer

Meu compromisso é apresentar todas as opções, incluindo a cirurgia robótica e a vigilância ativa, para que a decisão seja compartilhada e consciente.

O seguimento é parte essencial do tratamento.

Como a próstata não é removida, o acompanhamento após a terapia focal é rigoroso e segue protocolo definido pelo CFM:
Acompanho pessoalmente cada etapa, como faço com todos os meus pacientes oncológicos.

Perguntas frequentes sobre terapia focal.

Em pacientes bem selecionados, a terapia focal controla a doença e pode ser curativa. Como a próstata não é removida, o acompanhamento com PSA, ressonância e biópsia é indispensável.

Depende do seu caso. A cirurgia robótica trata a próstata inteira e tem resultados de longo prazo mais consolidados. A terapia focal preserva mais a função sexual e urinária, mas só é indicada para tumores localizados e de risco adequado. Como realizo os dois tratamentos, posso orientar com isenção.

O risco existe, mas é bem menor do que nos tratamentos da glândula inteira, porque os nervos e o esfíncter são preservados. Efeitos temporários, como ardência ao urinar e uso de sonda por alguns dias, são comuns.

A cobertura ainda não é garantida e varia conforme o plano e o contrato. Na consulta, oriento sobre a documentação necessária para a solicitação.

Sim. A terapia focal pode ser repetida e não impede uma cirurgia robótica ou radioterapia futuras.

PSA recentes, ressonância multiparamétrica da próstata com as imagens, e o laudo da biópsia.

Se você tem câncer de próstata e quer entender se a terapia focal é uma opção para o seu caso, estou à disposição para uma avaliação completa.